| La Mancha |
Em algum um lugar do HPS, cujo nome ora me escapa, vive um escrevedor, desses de bisturi na mão e pena na outra.Front page |
Quinta-feira, Abril 14, 2005
Acerca do acontecido durante a viagem do Conde a Calcutá, logo na saída do hotel."Fica calmo, velhote" - disse o indiano apontando a espingarda, "e me entrega todo o dinheiro e as jóias". "Ai, Jesus!" - Exclamou Conde Wladimir Ilish Yepantrovonovith, assustado. "Veja como o fuzil de caça deste cavalheiro está profundamente carecido de um bom polimento. Com a sua licença" - falou enquanto tocava o cano enferrujado com o lenço de cachemir inglês. "Sim, Hercòle, leve-o para o alojamento dos criados e cuide para que fique reluzente." - E retirou a arma das mãos do criminoso surpreso. "Mas Wladimir, o que farei?" - Perguntou Tânia Teodorêntka, a decoradora de cavernas, deixando sua taça de champagne na mureta ao lado e abaixando a umbrela que carregava, em um ato de desespero. "Seria terrível se soubessem que saí para meu passeio vespertino sem o adereço de qualquer jóia." "Olhem, se não são damascos..." - Entusiasmou-se o conde, voltando o cachimbo para uma banca de frutas ali perto. "Tânia, traga-nos uma dúzia para comermos com o chá. Veja, também, se encontra madeleines frescas naquela confeitaria." E sentou-se no café do hotel. "Senhor." Retornou Hercòle mais tarde com a carabina enrolada em uma fazenda de seda chinesa. "E como dizia, como são selvagens estes indígenas! Oras, não é inacreditável não encontrar sequer uma madeleine fresca na confeitaria?" - Disse enquanto o mordomo mexia seu chá de jasmim com uma gota de leite. "E por favor, Hercòle, traga-nos as jóias e o dinheiro do cavalheiro pois não é nada elegante fazê-lo ficar esperando." "Mas Wladimir" - disse Tânia Teodorêntka, "nossa mala foi roubada no aeroporto, junto com as jóias e o dinheiro." "Hum, pode deixar, eu já vou indo..." Desculpou-se, sem jeito, o ladrão, tentando se levantar. "Como não? Nós é que fazemos questão." - Protestou Conde Wladimir Ilish Yepantrovonovith segurando o malfeitor pela manga. "Por enquanto leve ao menos alguns desses talheres de prata." Então, em um momento de incompreensão e pavor, o ladrão levantou-se e fugiu, correndo pela rua. "Veja, Tânia, como a vida é difícil para esses bárbaros." - Meditou o conde após os brioches, "aquele adorável caçador saiu tão apressado para trabalhar que até esqueceu o mosquete sobre a mesa. Sim, o alfanje agora tem outro brilho." Escrito às 12:32 AM por Leonardo PaixãoComentáriosTerça-feira, Abril 12, 2005
A extraordinária História de Josemaria Dominguez Jiménez Gómez Fernández Henríquez González, o Molusco ContagiosoQueria escrever a história de Josemaria Dominguez Jiménez Gómez Fernández Henríquez González, o molusco contagioso que fugiu da epiderme da barriga de Kalito Montoya, um pivete que morava no único conjunto habitacional de Ciudad de Señora Santana de Santa Fé, uma cidade composta por um único conjunto habitacional e esquecida ao sul do deserto do México. Quando a pústula que continha o molusco estourou, após duas semanas de coceira e inflamação, Josemaria foi lançado exatamente na alça da caixa do violão de Juarez Casas Grandes, um Mariache aposentado que se sentava três cadeiras à frente de Kalito Montoya no ônibus escolar. Foi com Juarez que Josemaria Dominguez Jiménez Gómez Fernández Henríquez González descobriu sua aptidão musical e passou, após cinco anos de estudos, a tocar tuba numa casa de shows eróticos em Alpozonga de Lira y Ortega, uma cidadezinha mexicana onde a única água confiável vinha do sumo dos cactos. Ao longo do tempo, cresceu nas costas de Josemaria uma concha em espiral a qual, após algum tratamento de limpeza e mobília de segunda mão, chamou de casa. Para lá passou a levar, nas noites de quinta e sábado após o mambo, Josefa Díaz Guzmán, a comedora de vidro do circo local, que também aceitava chili con carne e talvez nachos em ocasiões especiais. Josefa engravidou poucas semanas após Josemaria engravidar de Vicente Muñoz Vázquez, o novo pároco de Alpozonga de Lira y Ortega. Fora Vicente o primeiro a notar, perto do orificio genital, logo atrás da cabeça de Josemaria, dois pequenos chifres em crescimento, os quais foram logo esclarecidos como antenas, para a frustração do apetite exorcista do arcebispo de San Martín Texmelucan de Labastida, um homem que vivia uma vida de poucos prazeres. Tudo acabou com o trágico aborto feito, pelo molusco contagioso, em Josefa Díaz Guzmán, por medo da reação do pai, o ultra conservador Coronel Verónico Hernández Flores Guzmán. Josemaria Dominguez Jiménez Gómez Fernández Henríquez González, derpimido e acometido pela culpa, colocou sua casa nas costas e se arrastou pelo deserto à medida que o sal do chão fez sua fina pele desidratar, quando seu corpo murchou até desaparecer, deixando o imóvel que carregava livre para ser ocupado, mais tarde, por um casal ilegal de porto-riquenhos que traficavam bebês para os Países Baixos. Sim, seria uma boa história. Até pensaria em contá-la, não fosse a preguiça e o trabalho de pesquisa envolvido com uma trama internacional. Quem sabe um dia. Escrito às 1:49 AM por Leonardo PaixãoComentáriosSexta-feira, Abril 08, 2005
Namoricos"Wladmir!" - Revoltou-se Tânia Teodorêntka, no restaurante do Cassino de Monte Carlo, tomando um pequeno gole de seu Romaée Conti - 1952, para conter o tom ofegante. "A Duquesa de Windsor sussurrou-me que o senhor estavas de namoricos com aquela plebéia de vestido Valentin pérola e um enorme anel de brilhantes, o qual me foi dito ser um presente de vossa pessoa. Dito isso, exijo a separação imediata". "Sim, obrigado, adoraria um pouco mais Armagnaque, desde que seja centenário", disse, caridoso, Conde Wladimir Ilish Yepantrovonovith ao garçom que o encarava com um olhar de súplica. "Pois não, Tânia, tratemos então de que você não mais irá usufruir com o divórcio. Acabarão os Rols Royces, castelos medievais em Monte Carlo, temporadas em Cote D'Azur, vinhos de inesquecíveis safras, sem contar alguns brilhantes e outras jóias de razoáveis milhões de rublos". O conde então estendeu seu havana, que foi instantaneamente acendido pelas mãos ágeis de Hercòle. Com o charuto, então, apontou displicentemente para uma mesa de bacará. "Está vendo aquela bela jovem, também de vestido bem cortado e brilhante no dedo? Saiba que é amante de nosso apreciado amigo, Barão de Sant Oiseau." "Humm!" - Replicou imediatamente Tânia, a decoradora de cavernas, com um olhar de soberba e desprezo . "Pode até ser, mas a nossa, além de mais bonita, é muito mais bem vestida". Escrito às 9:21 PM por Leonardo PaixãoComentáriosQuinta-feira, Março 31, 2005
Acepipes"Tânia, traga-me pasteis de caça fina", disse Conde Wladimir Ilish Yepantrovonovith, sentado em seu bergère de veludo suferino francês, enquanto baforafa displicentemente o monóculo de cristal da lapônoa. Tânia Teodorêntka, aprisionada num longo e justíssimo vestido, desferiu pequenos passos em direção ao aparadouro, os quais eram possíveis devido ao enorme rasgo que desnudava a perna direita até a cintura. "Hercòle, que caça temos na dispensa?" O mordomo desabotoou o primeiro botão de seu fraque, ergueu o queixo de olhos semi-serrados, e disse em um tom pomposo, porém humilde: "Pois não?" Teodorêntka, a decoradora de cavernas, replicou ao conde em tom de desprezo: "A única caça que temos é um elefante." Analisando seu monóculo, sobre a luz do candelabro do sul de Pago Pago, Wladimir Ilish Yepantrovonovith disse, desatento: "Pupilas..." "Ahhh" - meditou Hercòle - "pupilas de elefante darão excelentes pastéis de caça fina". Escrito às 7:21 PM por Leonardo PaixãoComentáriosTerça-feira, Março 22, 2005
Re-ReabertoProvavelmente notaram que reciclei o texto abaixo: Reservo a este blogue um espaço cativo dentre as picuinhas de minha mente mesquinha e vã. A vaidade me consome a tal ponto que ainda tenho alguma esperança para cá, além das traças e baratas. Através de um ato de altruísmo absoluto, decidi compartilhar minha verve compreensiva e moderada com todos os amiguinhos felizes da internet (não que imagine que todos os amiguinhos felizes da internet queiram compartilhar minha verve, daí o maior erro que cometeram). Assim, declaro o La Mancha reaberto para visitações. Retirem seus sapatos e sintam-se em casa, mas por favor, não alimentem os lêmures e nunca, mas nunca mesmo, comam sílica gel. ps.: bacias com solução queratinizante serão instaladas próximas ao lavabo, onde todos poderão sentar felizes nos bancos de três pés e ficar a vontade para colocar suas barbas de molho, enquanto degustam mais um naco de alcaçuz. Escrito às 11:42 PM por Leonardo PaixãoComentáriosDomingo, Abril 11, 2004
Rúmen"...assim, deito tranqüila a cabeça em meu travesseiro, em paz com minha consciência." Eis o problema das pessoas. Só têm consciência quando descansam as cabeçorras sobre suas almofadas. Se pensassem durante o momento em que pisoteiam o chão, não precisariam mastigar toda essa quantidade de capim. Escrito às 10:04 PM por Leonardo PaixãoComentáriosQuinta-feira, Abril 01, 2004
PremoniçãoDetectores de metal, cães farejadores, máquinas de raio-x e a "operação padrão" da Polícia Federal não são suficientes para garantir a segurança nos vôos, pelo menos na avaliação da direção de um aeroporto na Flórida. Um vôo que ia para Dallas acabou cancelado por conta do pressentimento de um vidente. O suposto vidente teria "sentido" a presença de uma bomba no interior do avião. Os passageiros foram impedidos de embarcar, a aeronave foi revistada e o vôo foi cancelado. Nada foi encontrado. Segundo o representante local da Agência Federal para a Segurança no Transporte, Doug Perkins, o incidente é "insólito" mas "dados os tempos atuais, não se pode desdenhar de nada". Escrito às 1:03 AM por Leonardo PaixãoComentáriosTerça-feira, Março 30, 2004
BonéOutro dia mastigava, distraído, qualquer coisa no restaurante da faculdade. Como todo futuro careca, me alegrava em esconder minhas entradas sob um inocente boné. À minha frente, sentada na próxima mesa, uma senhora delicadamente enorme estudava-me com um olhar indignado. O movimento lento de seu queixo e a cor do alimento ruminado, à mostra no interior da boca, lembravam-me um paquiderme de roupa alaranjada, exibindo toda sorte de penduricalho nas diversas extremidades de seu corpanzil. Em determinado momento, escancarou o bisel e disse, mostrando-me a mistura de rabanete e toicinho que se negava a engolir: _Você esqueceu - e apontou para a própria cabeça com uma unha curva, que refletia um vermelho metálico. (Como podia erguer o braço sob o peso de tantas pulseiras?) Não pude compreender. Será que queria que eu elogiasse suas singelas madeixas cor-de-abóbora? _Esqueci de que? - perguntei cordial. _O boné! - lançou de seus dentes um espinafre que suspeitei não provir desta refeição. _Não esqueci. Olha ele aqui. _Esqueceu de tirar. - acho que o espinafre era refogado com ovos. _Ah. Eu não tiro não. Como com ele mesmo. _Tem que tirar. Isso era demais. Ela invadia meu espaço, todavia, nunca havia visto a cetácea antes. Via, contudo, todo o processo de transformação da dobradinha entre suas mandíbulas. _Mas meu cabelo está amassado, e além disso tenho entradas. _Tem que tirar. - repetiu obstinada, com um olhar profundo que não sabia se era agressividade ou vontade de comer meu ovo frito. _Por que? - soltei triunfante, esperando destroçar seus argumentos. _Questão de educação! - disse, enquanto me esquivava de três grãos de arroz integral arremessados à minha direção. Isso eu já não podia suportar: _Falta de educação é comer dobradinha de boca aberta. Você não sabe o mal cheiro que isso da no restaurante. Escrito às 11:45 AM por Leonardo PaixãoComentáriosDomingo, Março 28, 2004
IdiotaA falta de originalidade existe em toda parte, em todo o mundo, desde que o mundo é mundo sempre foi considerada a primeira qualidade e a melhor recomendação do homem de ação, de ação e prático, e pelo menos noventa e nove de cada cem pessoas (ao menos mesmo) sempre sustentavam essas idéias e só uma em cada cem via sempre e continua a ver a coisa de modo diferente. Que mãe, por exemplo, que ame com ternura o seu pimpolho não ficaria assustada e nem doente de medo se o filho ou a filha saísse o mínimo que fosse dos trilhos: "Não, é melhor que seja feliz e viva satisfeito até sem originalidade" - pensa qualquer mãe acalentando o seu pimpolho. (Fiódor Dostoiévski - O Idiota) Escrito às 1:17 PM por Leonardo PaixãoComentáriosQuinta-feira, Março 18, 2004
HábitosJuarez não apreciava o ato de dar descarga em banheiros públicos. Não sentia qualquer pudor em deixar, para outro qualquer, a tarefa de dar cabo a seus excrementos. Sua asseada mão é que não tocaria aquelas descargas onde pessoas duvidosas meteram seus tentáculos apodrecidos. Despertava cedo, às terças e quintas, para dar aulas de esperanto. Nesses dias, adentrava a madrugada diante da televisão, se entupia de salgadinhos sabor cebola e fanta uva, assistia Discovery Channel e dormia sem escovar os dentes. Às sextas-feiras comia Nora, a vizinha de quatro andares abaixo, do bloco dois, assim que esta chegava das aulas de spinning pois, apesar de não sentir nada por ela, gostava do que isso o fazia sentir consigo mesmo. Os cabelos longos precisavam de um corte, mas ele não cortava. Estudava biologia no período da tarde. A primeira aula de segunda-feira era de botânica e, como protesto às atrocidades cometidas aos vegetais inofensivos, não dava as caras por lá e fumava maconha a tarde inteira, junto a Felipe e Carlinhos, um casal de homossexuais que forneciam, gratuitamente, a erva a ele (desde que fumada em sua companhia). Certo dia, Vera Lúcia ficou enciumada. Janaína Berger era colega de auto-escola de Alfredo, que morava no prédio em frente ao de Juarez, com a janela direcionada ao apartamento de Nora. Toda sexta feira, Alfredo se masturbava observando Juarez copular com a vizinha em um sofá de dois lugares, vermelho, com uma mancha de suco de manga no encosto direito. Janaína contou a Vera acerca da inusitada rotina de sexta-feira de seu novo namorado. Ela resolveu bisbilhotar a casa de Juarez justamente no momento em que ele, desatentamente, sodomizava Nora sobre o sofá encardido e tentava acompanhar uma reportagem sobre os pingüins da Austrália na televisão logo à frente. Como a traída nada encontrou, desceu, e quando já ia embora, deparou-se com as banhas do adúltero pendendo por detrás de uma pilastra muito mais estreita que seu abdome. Então era verdade! disse ela. Verdade o que? Que você come sua vizinha todas as sextas pela manhã, depois que ela volta da musculação. Musculação não, spinning. Seu canalha! Me perdoe. Não! Porque? Por que devemos ser fiéis! Mas eu já comia ela antes de te conhecer, se pensar bem é você quem é a amante. Então quer dizer que comeu ela durante todo o nosso namoro? Sim! Todos os dois meses e meio? Comi! E naquela sexta feira que fomos no motel e transamos pela primeira vez? Sim! Está tudo acabado! Entre nós? Sim! Me devolve minhas chaves? Toma. Este foi o motivo pelo qual Juarez nunca mais viu seu CD do Bob Marley nem seus dois livros do Carlos Castaneda, um dos quais Vera Lúcia leu após três anos e sete meses da briga com o ex-namorado. Sem nem mesmo lembrar-se de quem era aquele livro, leu "A Erva do Diabo" e ficou hipnoticamente encantada com poderes paranormais da mescalina. Acabou unindo-se à seita do Santo Daime, influenciada por Jardel Gomes, um colega da associação de operadores de tele-marketing. Após onze anos na seita, e dois abortos de prováveis filhos de Jardel, mudou-se para Manaus. Lá encontrou, vivendo numa tribo de índios aculturados a dois quilômetros do centro, Uburana Ubiratan, um biólogo divorciado que fugiu da faculdade estadual onde lecionava e converteu-se à vida dos índios Kaxinawás. Os dois apaixonaram-se e uniram-se espiritualmente, em uma cerimônia tribal e alucinógena. O único revés era que Uburana não conseguira livrar-se de um antigo hábito e comia, todas as sextas-feiras, Naiara, uma índia que morava quatro malocas abaixo, assim que ela chegava das aulas de spinning pois, apesar de não sentir nada por ela, gostava do que isso o fazia sentir consigo mesmo. Maíra Ibituruna, colega de tênis de Ubirajara, que morava numa maloca em frente à de Naiara, contou a Vera Lúcia sobre a rotina sexual de Uburana. Na próxima sexta, quando voltava de um acasalamento com a índia vizinha, Uburana, ao ver sua esposa na porta da maloca, tentou esconder-se atrás de uma palmeira. Vendo as banhas do adúltero por detrás daquele tronco esguio, Vera Lúcia não teve mais dúvida e lembrou-se de tudo. Juarez, é você! Escrito às 8:38 PM por Leonardo PaixãoComentáriosSexta-feira, Fevereiro 06, 2004
Pelourinho, 25/01/2004.O assédio aos turistas parece ascender ao ápice, uma vez subido o Elevador Lacerda. A concentração de aleijados, doentes, desamparados e caras-de-pau eleva-se ao quadrado nas ruas do Pelô. Após comprar um punhado de fitinhas do Senhor do Bomfim, na igreja do tal, por um valor superior à taxa de exploração máxima, tentava fugir, desesperado, daqueles que estavam ávidos por meus trocados. _Toma aqui, de brinde, essa fitinha do Senhor do Bomfim. _Não precisa, obrigado. _Pega essa, e leva dez por um real. _Muito obrigado. Acabei de pagar quatro reais por vinte. _Então dê uma olhada nesses brincos. _Ah, infelizmente o furo que tinha na orelha fechou-se há uns sete anos. Acho, também, que não ficaria nada bem com esses. Gosto deles com menos cristais... _Não - risos - leve pra namorada, pra mãe, pra alguém. _Hum, agora não é uma boa hora. _Mas olhe, te dou um desconto! _Acho que não. _Toma, leva esses dois pelo preço de um. _Me desculpe, mas agora não dá. Tenho que ir comer, não estou conseguindo nem pensar direito de tanta fome... _Ah, então vai meu filho, vai com Deus. Sei muito bem como é a fome. Escrito às 2:08 AM por Leonardo PaixãoComentáriosQuinta-feira, Setembro 11, 2003
Coisas que Nunca Devem ser Feitas
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